Até agora, os favoritos do Festival são: o turco Três Macacos, de Nuri Bilge Ceylan, sobre uma família cheia de mágoas e segredos, muito bem filmado; o americano The Exchange, de Clint Eastwood, em que Angelina Jolie interpreta uma mãe solteira lutando contra a burocracia e a corrupção policial para encontrar seu filho desaparecido; Waltz with Bashir, do israelense Ari Folman, mistura de documentário e animação que pode agradar ao politizado presidente do júri, Sean Penn; Conto de Natal, do francês Arnaud Desplechin, sobre uma família daquelas bem doidas; O Silêncio de Lorna, dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, vencedores de duas Palmas de Ouro; 24 City, de Jia Zhang-Ke, um dos cineastas mais interessantes da atualidade; e o brasileiro Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas. Gomorra, de Matteo Garrone, espécie de Cidade de Deus da máfia, também pode agradar ao júri.
E ainda faltam: Che, de Steven Soderbergh, La Frontière de L’aube, de Philippe Garrel, Adoration, de Atom Egoyan, Synecdoche, New York, de Charlie Kaufman, Il Divo, de Paolo Sorrentino, My Magic, de Eric Khoo, The Palermo Shooting, de Wim Wenders, e Entre les Murs, de Laurent Cantet.
Enquanto isso, Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, está entre os mais odiados, pelo menos entre a crítica, perdendo apenas para Serbis, de Brillante Mendoza.