Cannes não tem um sistema de transporte muito bom. Depois da noite da sessão de gala de Linha de Passe, por exemplo, fui até a recepção do filme no hotel Martinez. Na volta, o caos: táxis inexistem, a chuva estava forte, a rua cheia de poças e eu com o pé machucado. Fiquei uma hora embaixo de chuva para conseguir um táxi.
Hoje, a mesma coisa: passa um ônibus aqui e outro lá. Resultado: cheguei somente cinco minutos antes da sessão de Le Silence de Lorna, filme dos irmãos Dardenne, vencedores duas vezes da Palma de Ouro.
Cannes tem aquele glamour da Riviera Francesa, mas, no fundo, acaba sendo uma cidade do interior.
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