Olá! A partir de agora, trago os filmes, personalidades e o clima do Festival de Cannes. Venha comigo!
O primeiro dia em Cannes significa principalmente o primeiro dia de uma longa lista de filas. É gente que não acaba mais. Um amigo deu uma definição perfeita: sabe Réveillon em Copacabana? É assim todo dia. Para os jornalistas, o estresse começa antes de pegar a credencial: qual será a cor da minha? A branca é a mais desejada. Dá acesso a tudo, inclusive à sessão de gala, com prioridade. Depois vêm a rosa com bolinha amarela (não é brincadeira), a rosa, a amarela, a cinza e a laranja. Na entrada de tudo, há uma segregação colorida: com base nas cores da credencial.
A fila para a primeira sessão do festival começou pequenininha - e eu estava lá às 8h30 da manhã para garantir meu lugar na sala Debussy, que exibiria Ensaio sobre a Cegueira (ou Blindness, o título internacional). O filme de Fernando Meirelles abre o festival (uma honra) e também a competição (feito raro). Pois logo logo a fila já ultrapassava muito as cercas de ferro que a organizavam, alcançando a rua. Rosas para o lado direito, brancos e rosa com bolinhas no meio, azuis do lado esquerdo. Laranjas, amarelos e cinzas lááááá atrás. O controle é rígido, com leitura de código de barras e revista das bolsas.
Sentei no balcão lá em cima, apesar de ter chegado cedo! Mas tudo bem, a sala é ótima, a projeção, idem.
No próximo post, conto sobre o filme!
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